A CULPA é sua!

November 7, 2016

 

Você sempre toma suas decisões com base no que sabe, certo? Bem, infelizmente, NÃO! Cada vez mais, este tem sido um comportamento menos visto. Seja por causa da pressa ou, até, pela preguiça mental, temos trocado as certezas, baseadas nos fatos, pelos achismos, baseados no que acreditamos saber. E aplicar esta estratégia nos relacionamentos é a causa de inúmeros desentendimentos e conflitos, totalmente evitáveis, entre pais e filhos, marido e mulher, chefes e subordinados e até entre pessoas que não se conhecem!

 

Responda rápido:

  • Se alguém corta você no trânsito de modo inesperado, na sua opinião, por que essa pessoa fez isso?

  • O que essa pessoa merece em retribuição?

  • E, finalmente, o que você decidi fazer?

 

Este processo de avaliar, decidir e agir se chama Escada da Inferência e ela explica a maneira pela qual nós, seres humanos, reagimos interna e externamente aos acontecimentos à nossa volta. Imagine quantas vezes por dia você não sobe esta escada; afinal de contas o que pensar e o que fazer quando o chefe parece dar mais trabalho para você do que para os outros, ou quando um amigo desmarca um compromisso sem dar muitas explicações, ou o namorado ou namorada que manda só três whatsups no dia ao invés das tradicionais dez mensagens!! De quem é a CULPA?!

 

Mas, conhecer esse modelo de reação humana também nos faz refletir sobre três problemas cada vez mais comuns:

 

  • Subimos essa escada rápido demais - Tiramos conclusões instantâneas e agimos com base nelas. Não paramos no primeiro degrau desta escada tempo suficiente para perguntar e ter certeza dos motivos e das causas de algo que vimos ou nos foi contado. Tenha em mente o seguinte: até você perguntar e saber de fato o que aconteceu ou os motivos reais da atitude de alguém, você está apenas tratando aquele relacionamento como um jogo de dados, e suas chances de acertar são parecidas. Prá que tanta pressa?!

  • Criamos teorias para justificar nossas atitudes - É impressionante o quanto nos esforçamos para criar suposições e motivos que sustentem nossas avaliações precipitadas. Entramos em um círculo vicioso onde uma justificativa irreal leva a outra conclusão mais fantasiosa e improvável ainda. Observe que, neste estado, preferimos acreditar nessas teorias porque invariavelmente elas colocam a culpa no outro, e não trazem responsabilidade para nós mesmos. Cuidado!

  • Perdemos nossa habilidade de ouvir - E eis que surge a oportunidade para uma conversa, mas o que era para ser uma chance de esclarecimento e entendimento vira uma disputa entre egos, e se perde todo o foco em descobrir o mais importante: a verdade! A pessoa passa a disparar justificativas ou acusações sem fim, e ela não presta mais atenção ao que o outro quer falar. Entra em cena, então, o Sr. ou a Sra. Razão, e aí a pessoa perde exatamente isso, a razão!

 

Falando nisso, se no exemplo que mencionei no início deste artigo você soubesse que a pessoa que cortou você no trânsito estava desesperada para levar um parente ao pronto socorro, isso mudaria suas conclusões e atitudes?

 

Lembre-se que podem existir muitas versões, mas apenas uma verdade.

 

 

Sucesso para você!

 

Gilson Filho

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© 2018 by Gilson Filho

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