Nossa inteligência não garante boas decisões!

May 17, 2016

Por que pessoas inteligentes, como você e eu, tomam as vezes decisões improdutivas, equivocadas ou mesmo desastrosas? Isso parece um contra senso, não é? Afinal de contas a inteligência por si só deveria ser suficiente para que o indivíduo tomasse sempre as melhores decisões, concorda?

 

Bem, o fato é que nosso processo decisório é composto por duas partes distintas que se complementam e cuja qualidade da própria decisão depende da soma das qualidades de cada uma dessas partes. Mas, quais são elas e como se completam?

 

Veja: Decisão significa escolha, e escolha pressupõe opções. Portanto Opções e Escolha compõem a fórmula da decisão. Reflita sobre decisões que você já tomou em sua vida; para cada uma delas você considerou opções e selecionou entre elas qual lhe parecia ser a melhor, não é verdade? O processo decisório é sempre o mesmo, seja para comprar um carro, iniciar ou não um relacionamento afetivo, ou, escolher qual presente dar para um parente que faz aniversário… todos seguimos o processo de avaliar e definir quais são as alternativas e, depois, escolher entre elas a que consideramos ser a melhor. Então por quê nem todas as decisões que tomamos são as melhores ?

O que descobri observando muitas pessoas é que dois motivos principais nos afastam de tomarmos as melhores decisões:

  • Valorizar mais uma escolha rápida do que analisar com cuidado e atenção quais são as alternativas, ou,

  • A própria falta de qualidade na análise e definição das alternativas

Em ambos os casos a qualidade das alternativas é prejudicada e, consequentemente, passamos a escolher a opção menos ruim ao invés de escolher, de fato, a melhor alternativa. Partir de alternativas ruins para se fazer uma escolha, prejudica, antecipadamente, a própria qualidade da decisão. Não é possível fazer um suco de laranja gostoso com laranjas estragadas, mesmo se selecionarmos as laranjas “menos” estragadas da cesta ou usarmos o melhor espremedor de frutas que existe, o sabor do suco já está prejudicado!

 

O que afeta em muito a qualidade de nossas decisões é a qualidade das nossas opções.

 

E o que determina quais são as alternativas é o nosso discernimento. Discernimento é  uma palavra que vem do latim discernere, que significa colocar de parte, dividir ou separar. Discernir é conhecer ou ver distintamente, avaliar, fazer a distinção entre duas ou mais coisas. Uma pessoa com bom discernimento é aquela que sabe separar o certo do errado, o ruim do bom ou o pior do melhor.

Portanto, aprimorar a qualidade do nosso discernimento contribui definitivamente para tomarmos as melhores decisões e, consequentemente, termos os melhores resultados.

Três fatores chave afetam e, se maximizados, podem aprimorar o nosso discernimento,  são eles:

  • Conhecimento – conhecer é fundamental. O desconhecimento é a razão de erros básicos em nosso discernimento.

  • Experiência – nossas experiências ou as experiências de outras pessoas são fontes preciosas de informação e podem aprimorar o nosso discernimento

  • Propósito – os reais motivadores e intenções que temos sobre algo ou alguém, interferem decisivamente em nosso discernimento

 

Vamos às três dicas:

  1. Amplie seus conhecimentos sobre algo ou alguém que você precisa decidir. Quanto mais domínio você tiver sobre o assunto, mais qualificado será o seu discernimento. Se for decidir sobre questões religiosas, estude a Bíblia e a doutrina da sua religião, se for sobre questões jurídicas, estude as Leis, se for algo que envolve outra pessoa, conheça o quê pensa, as expectativas e intenções dessa pessoa. O conhecimento nos protege de sermos ingênuos, já o desconhecimento torna o nosso discernimento frágil.

  2. Considere as experiências para aprimorar o seu discernimento. As experiências nos ensinam e confirmam ou não o que, até então, só imaginávamos ou desejávamos que fosse. Por meio delas evitamos repetir erros e podemos reeditar acertos. Mas, para ter experiência é preciso ter vivência e oportunidades. Por isso amplie suas experiências abrindo espaço para aprender com as experiências de outras pessoas. Você já deve ter escutado o ditado que diz “quem não ouve conselho ouve coitado”! Não seja prepotente e valorize a diversidade que o cerca.

  3. Examine seus sinceros propósitos e intenções, pois eles são a essência que guia o seu discernimento. Se, por exemplo, você está em conflito com alguém no trabalho, os sentimentos e desejos que te dominam nesse momento em relação a essa pessoa afetarão qualquer discernimento que a envolva. Portanto cuidado e examine se suas intenções estão realmente alinhadas com os seus valores pessoais, para evitar que emoções como raiva, decepção ou, até mesmo , vingança guiem seu discernimento. Se for este o caso respire fundo, perdoe-se e redefina suas intenções. E, se for prudente, adie sua decisão para um momento de maior estabilidade emocional…

Faça o seguinte exercício prático: Em seu próximo processo decisório, anote qual seria sua escolha mais imediata, mas não efetive sua decisão, ainda! Agora, sobre a mesma situação, aplique as três dicas dadas, chegando ao final a uma nova (ou nem tanto assim) escolha. Compare as duas decisões e reflita: Quais as potenciais consequências de cada uma?  Qual delas você prefere efetivar? Por quê ?

 

Uma frase para reflexão:

 

 “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências!” 

Pablo Neruda

 

 

Sucesso para você!

 

Gilson Filho

 

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