Você não pode controlar tudo, então, relaxe!

March 7, 2016

Todos os dias nos deparamos com situações que nos desafiam, testam nossas emoções e o nosso bem estar e felicidade. É o trânsito caótico, a dificuldade de relacionamento com o chefe ou outra pessoa, problemas de saúde de um parente ou o simples elevador quebrado ao chegar em casa no final do dia. Mas o que sempre me chama mais a atenção não são as situações em si, mas sim como reagiamos a elas, geralmente ficando piores emocionalmente e não ajudando, efetivamente, na solução (ou pelo menos para que essas situações não fiquem piores do que já estão).

 

Há muito tempo aprendi um modelo que mudou, definitivamente, a forma como encaro cada situação em minha vida e, principalmente, o resultado que tenho ao lidar com cada uma delas. Ele é simples, mas poderoso, se entendido e aplicado efetivamente. E acredito nisso não só pela minha própria experiência mas por testemunhar o impacto positivo deste modelo na vida de muitas pessoas também.

Vamos lá; cada uma das situações que vivemos pode ser encaixada em uma de três opções; são elas coisas que eu:

  1. Controlo,

  2. Não controlo e

  3. Influencio

Quer ver? Você acorda, se arruma, sai para o trabalho e se depara com um conhecido congestionamento! Quais dessas situações você controla, não controla ou influencia?

Bem, você pode controlar a hora que acorda, que roupa vai usar e com qual transporte irá ao trabalho. Mas não  controla o congestionamento, certo? Mas, se eu perguntasse qual dessas situações mais o irrita, provavelmente você diria: "o trânsito".

Por que as coisas que não controlamos nos incomodam tanto? A resposta é simples: desculpa e autoproteção! Queremos justificar primeiro para nós e depois para os outros que a “culpa” não é nossa por uma determinada situação e, portanto, o alvo das críticas deve ser outra coisa ou pessoa. Isso quando não queremos direta ou indiretamente controlar o outro. Por isso, ao chegar atrasado no trabalho adivinhe de quem será a culpa? Do trânsito, lógico !!

Contudo é curioso que o que deveria nos proteger, na verdade, nos consome e não atua na solução. Quanto mais tempo passamos com foco no que não controlamos mais nos desgastamos emocional e fisicamente, prejudicando também os relacionamentos com outras pessoas. Não é por acaso que muitas pessoas se irritam, discutem e até brigam no trânsito, por exemplo. Ou você já viu alguém resolver um problema de relacionamento falando mal ou criticando a outra pessoa? Outros exemplos de situações que resistimos reconhecer que não controlamos e que percebo se tornam fontes de estresse e conflitos são:

  • Filhos (ex.: escolha da profissão, escolha da namorada/namorado, preferências musicais, religiosas e até do corte de cabelo – rsrs)!!!

  • Cônjuge (ex.: determinar sentimentos e preferências, impor desejos, definir rotinas e hábitos)…

  • Uma decisão tomada na empresa diferente da minha preferência

  • Atitudes que me desagradam, de outras pessoas…

  • Chefes incompetentes…

  • Colegas de trabalho impertinentes…

Por outro lado, há as coisas que nós controlamos, incluindo nossas atitudes e reações. E isso é muita coisa. Quer ver? Enquanto você não controla o congestionamento, você controla o horário que sai de casa ou o caminho que faz para chegar ao trabalho. Você controla o seu humor, suas emoções e suas atitudes. Você é o único que controla você mesmo, mesmo quando acredita que não!

 

Mas há ainda uma parte muito relevante: A nossa capacidade de influenciar. Influência é a habilidade de levar outras pessoas a fazerem ou pensarem da forma que você gostaria, mas pela vontade delas mesmas. Não é manipulação, chantagem nem autoritarismo: é apenas influência. Por exemplo: quando você pára o seu carro no sinal verde para evitar fechar um cruzamento outros motoristas podem repensar e decidir fazer o mesmo que você. Quando você compartilha suas idéias justificando suas razões, divide suas experiências ou demonstra, pelo exemplo de suas atitudes no que acredita, você cria oportunidades para que pessoas próximas façam novas avaliações que podem interferir nas decisões delas.

 

Vamos então às 3 dicas:

 

1) Não desperdice sua energia e emoções tentando controlar algo que você não controla, como outras pessoas, por exemplo. Não se estresse, seja flexível, tolerante e se adapte, ou, se não for viável, se afaste da pessoa ou situação. Mas lembre e considere que o quê não controlamos em geral podemos influenciar!

 

2) Atue com foco e determinação nas coisas que você controla, começando por você mesmo, tendo uma atitude efetiva e não proteladora e cultivando emoções construtivas. Faça parte da solução, assumindo as suas responsabilidades, e não do problema.

 

3) Amplie sua influência por meio de relacionamentos de qualidade, comunicação eficaz e, principalmente, pelo exemplo de suas atitudes. As pessoas  mais poderosas não são as que têm mais controle, mas sim mais influência.

 

Faça o seguinte exercício prático: Escolha uma situação que você está passando e que não esteja satisfeito com o resultado obtido até este momento. Depois liste o quê você controla, não controla e pode influenciar nesta situação. Aplique as três dicas dadas e reavalie os resultados.

 

“Aqueles que acreditam que tudo está sob controle absoluto, facilmente perdem o controle sobre si mesmos.”

Rogério Thaddeu

 

Sucesso para você!

 

Gilson Filho

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